RESPONSABILIDADE SOCIAL

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Responsabilidade Social é uma nova maneira de conduzir os negócios da empresa que diz respeito ao cumprimento dos deveres e obrigações das empresas para com um público maior (acionistas, funcionários, prestadores de serviço, fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio-ambiente) em geral, tornando-a parceira e co-responsável pelo desenvolvimento social, englobando preocupações com a economia, educação, meio-ambiente, saúde, transporte, moradia, atividade locais e governo. Estas ações otimizam ou criam programas sociais, trazendo benefício mútuo entre a empresa e a comunidade, melhorando tanto a qualidade de vida dos funcionários, quanto da sua atuação da empresa e da própria população.
A Responsabilidade Social Empresarial tem que ser uma forma de gestão ética e transparente em que a organização conheca e considere suas partes interessadas objetivando um canal de diálogo, minimizando seus impactos negativos no meio ambiente e na comunidade, sendo importante seguir uma linha de coerência entre ação e discurso.
Os indivíduos e as instituições, como consumidores e/ou como investidores, adotam, cada vez critérios sociais mais rígidos nas suas decisões (ex.: os consumidores recorrem aos rótulos sociais e ecológicos para tomarem decisões de compra de produtos). Os meios de comunicação social e as modernas tecnologias da informação e da comunicação têm cada vez mais focado este tipo de ação que tem resultado em um conhecimento mais rápido e mais profundo das empresas – tanto as socialmente irresponsáveis (nefastas) como as que representam bons exemplos (e que, por isso, são passíveis de imitação) – com consequências notáveis na reputação e na imagem das empresas. Este fator passou a ser fundamental para a competitividade dos produtos e da empresa no mercado, fazendo toda a diferença na hora da escolha dos stakeholders.
Infelizmente, muitos ainda a confundem com o conceito de filantropia, mas as razões por trás desse paradigma não interessam somente ao bem estar social, mas também envolvem melhor performance nos negócios e, consequentemente, maior lucratividade. A busca da responsabilidade social corporativa tem, grosso modo, as seguintes características:


  • É distributiva. A responsabilidade social nos negócios é um conceito que se aplica a toda a cadeia produtiva. Não somente o produto final deve ser avaliado por fatores ambientais ou sociais, mas o conceito é de interesse comum e, portanto, deve ser difundido ao longo de todo e qualquer processo produtivo. Assim como consumidores, empresas também são responsáveis por seus fornecedores e devem fazer valer seus códigos de ética aos produtos e serviços usados ao longo de seus processos produtivos.
  • É sustentável. Responsabilidade social anda de mãos dadas com o conceito de desenvolvimento sustentável. Uma atitude responsável em relação ao ambiente e à sociedade, não só garante a não escassez de recursos, mas também amplia o conceito a uma escala mais ampla. O desenvolvimento sustentável não só se refere ao ambiente, mas por via do fortalecimento de parcerias duráveis, promove a imagem da empresa como um todo e, por fim, leva ao crescimento orientado. Uma postura sustentável é, por natureza, preventiva e possibilita a prevenção de riscos futuros, como impactos ambientais ou processos judiciais.

Neste contexto se encaixam as oito metas do milênio estabelecidas pela ONU para que sejam atingidas até 2015.



Histórico


Até meados dos anos 30, a idéia de responsabilidade social e de acesso à informação de cunho empresarial era desconhecida por grandes corporações. A percepção comum era que o desempenho da empresa deveria ser de acesso restrito para se proteger os dividendos dos sócios.
Os grandes geradores de fortunas do capitalismo moderno eram sigilosos quanto a suas empresas e comportamento, que só eram divulgados na existência de instrumentos obrigatórios de prestação de contas. Tal situação permaneceria inalterada até a segunda metade da década de 60, quando preocupações ambientais começam a ser levantadas mundialmente.
Com crescente demanda pela prestação de contas empresarial é vinda de países europeus, que seriam pioneiros na “contabilidade social” de empresas. Tal prática, aos poucos, seria adotada mundialmente em paralelo ao crescimento do poder de aferição e cobrança típicos da imprensa moderna.
No Brasil o processo teve início com o fim do regime militar e da repressão política, em que houve uma explosão de organizações civis. O exercício da cidadania, até então reprimido, ganha novo impulso através da sociedade civil organizada, a qual naquele momento passa a atuar ativamente na promoção de políticas de cunho social. O movimento de apoio à responsabilidade social ganha impulso a partir dos anos 90 e é conseqüência do surgimento de um sem-número de organizações não governamentais.

Foi neste contexto que a FIEG (Federação das Indústrias do Estado de Goiás) vem promovendo a disseminação dos conceitos e práticas de Responsabilidade Social Empresarial, tendo em vista seus efeitos positivos para as próprias empresas e para seus “stakeholders”, impulsionando o desenvolvimento sócio econômico e criando perspectivas reais de sustentabilidade do Brasil. Para isto eles desenvolveram uma cartilha que mostra às empresas porquê elas devem aderir à responsabilidade social. O material da cartilha pode ser visualizado em http://www.fieg.org.br/dados/File/responsabilidade_social/cartilha_de_resp_social_empresarial-_cores.pdf
A idéia de responsabilidade social incorporada aos negócios é, portanto, relativamente recente. Com o surgimento de novas demandas e maior pressão por transparência nos negócios, empresas se vêem forçadas a adotar uma postura mais responsável em suas ações. Muito já foi desenvolvido mundo afora sobre a questão, mas o Brasil tem dado passos largos no sentido da profissionalização do setor e da busca por estratégias de inclusão social através do setor privado. E para podermos aplicar esta ação em nossas vidas para poder fazer diferença temos que ter em mente que a responsabilidade social nunca se esgota, pois sempre há algo a se fazer, sendo um processo educativo que evolui com o tempo.


Por: Carolina Scano Segura

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