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Publicidade e propaganda? Entrevista com Isabel Domingues

sábado, 6 de junho de 2009


Sabemos que a Publicidade e Propaganda está integrada na Comunicação Mercadológica de uma empresa que em sua administração possui uma comunicação integrada, mas como exatamente a Publicidade e Propaganda podem interferir nos processos de comunicação de uma organização? como ela age e como o mercado se encontra atualmente? para responder a essas e outras questões entrevistamos Isabel Domingues.

Isabel é gerente de produto de uma das marcas mais inovadoras do ramo de porcelanato: a Neostone. Ela é graduada em Publicidade e Propaganda a mais de 10 anos e pós-graduada em Comunicação e Marketing, no momento possui uma enorme apreciação por Design (advindo de seu ramo de atuação), a qual se encontra fazendo um curso na modalidade Design de Interiores.

A entrevista busca responder a algumas dúvidas qque estudantes e até mesmo organizações possuem a respeito. Confira:


Diene: Qual a colaboração que a publicidade pode dar no setor de comunicação de uma organização?

Isabel: A PÚBLICIDADE É UMA FERRAMENTA DAS MAIS IMPORTANTES PARA A COMUNICAÇÃO INTEGRADA DE UMA MARCA, CORPORAÇÃO OU ENTIDADE. ISSO POR QUE, É EVIDENTE QUE, QUANDO NÃO SE TORNA PÚBLICO UMA INFORMAÇÃO ELA NÃO SE TORNA COMUM OU ACESSÍVEL A QUEM QUEREMOS ATINGIR... É COMO UMA ONDA AO JOGAR UMA PEDRA NA LAGOA, NO CENTRO DA INFORMAÇÃO ELA (A ONDA) É FORTE (A INFORMAÇÃO ESTÁ "FRESQUINHA") E QUANTO MAIS SE DISTANCIA, MAIS PODE SE DISSOCIAR DO OBJETO CENTRAL (A PEDRA = INFORMAÇÃO). ESPERO TER SIDO CLARA...RS....

Diene: Os publicitários, as universidades e o mercado usam muito o termo "publicidade e propaganda", qual a diferença básica entre os dois?

Isabel: AH..... BELA PERGUNTA. SE FOR NA RAIZ, PUBLICIDADE (TORNAR PÚBLICO) E PROPAGANDA (PROPAGAR) SÃO, NA MINHA OPINIÃO, BASICAMENTE AS MESMAS COISAS E, ALIÁS, OS DOIS TERMOS SÃO USADOS DE QUALQUER FORMA, SIGNIFICANDO A MESMA COISA NO DIA A DIA DA PROFISSÃO, MAS HÁ AQUELES QUE DIZEM QUE PUBLICIDADE É ALGO OFICIAL E DE CUNHO INFORMATIVO E PROPAGANDA ESTÁ RELACIONADO AS CAMPANHA DE "VENDA" DE UMA IDÉIA, PRODUTO OU CONCEITO. hÁ OUTRA CORRENTE QUE DIZ AINDA QUE PUBLICIDADE É ALGO PAGO E PROPAGANDA É ALGO GRATUITO. A MEU VER, LONGE DA SEMÂNTICA, QUE NÃO É ALVO DA MINHA PROFISSÃO, NA PRÁTICA, ESSA DISCUSSÃO NÃO LEVA A NADA...

Diene: Como você vê o marcado de trabalho para esta área atualmente?

Isabel: VC DIZ A ÁREA DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA ? RS... COMPLICADO... NÃO HÁ UMA REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO, ALIÁS NEM SE RESPEITA MUITO A QUESTÃO DE SE TER UMA FACULDADE ESPECÍFICA DA ÁREA PARA SE CONSEGUIR UMA VAGA NA FUNÇÃO... NA MINHA VIVÊNCIA, JÁ VI PSCÓLOGOS PUBLICITÁRIOS, ENGENHIEROS PUBLICITÁRIOS, ADVOGADOS PUBLICITÁRIOS E... ATÉ, PUBLICITÁRIOS "SEM FORMAÇÃO", QUE SE TORNARAM PROFISSIONAIS PELA PRÁTICA E PELO BOM SENSO... ENTÃO, ENQUANTO AS FACULDADES "DESPEJAREM" NO MERCADO QUILOS E QUILOS DE PROFISSIONAIS SEM QUALIFICAÇÃO E NÃO OCORRER UM REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO, TODO MUNDO QUE FIZER UM LAYOUT DE CARTÃO DE VISITAS PARA O VIZINHO VAI TOMAR PARA SI O TÍTULO

Diene: Qual o segredo para uma campanha publicitária excelente? Cite um exemplo de propaganda que você considera excelente.

Isabel: SEGREDO ? UMA EXCELLENTE BRIEFING, UMA EXCELENTE PESQUISA E UM EXCELENTE CONHECIMENTO DO PÚBLICO ALVO. A MELHOR CAMPANHA ? DÍFICIL. O BRASIL É UM DOS MELHORES DO MUNDO NISSO...APENAS PARA CITAR UMA... A CAMPANHA DAS HAVAIANAS... UM PRODUTO QUE ERA POP TOTAL, HOJE É FASHION, CARO E ELITISTA... E TRATA-SE APENAS DE UMA SANDÁLIA DE BORRACHA COLORIDA... ESTIVE EM PARIS E ESTAVA SENDO VENDIDA ATÉ NA GALLERY LAFAIETTE... É UMA LOUCURA MESMO !!!

Diene: O que deve ser prezado na campanha, o perfil do público ou o perfil da organização?

Isabel: NA DÚVIDA, OS DOIS.


Bom, esta é a entrevista completa e exclusiva realizada com a profissional, para quem deseja saber mais encontrei um blog que trata exclusivamente deste assunto, o endereço é http://midiaticos.blogspot.com/

Por: Diene Guedes

Evolução da Comunicação.

quarta-feira, 15 de abril de 2009
A comunicação vêm mudando a cada dia, e uma das dificuldades mais visíveis dos profissionais da área é a adaptação à essas mudanças. “Não vejo resultado prático na reforma ortográfica” disse Breno Lerner, da editora melhoramentos sobre a novo modelo de ortografia que entrou em vigor no início deste ano, a editora gastou um valor significante com expansão de equipe e treinamento. Contudo, não há outro caminho a tomar a não ser a aceitação e mesmo que de forma lenta, a adapção à nova regra para que desta forma a comunicação possa atingir seus objetivos.
No dia-a-dia, a comunicação se transforma de forma voluntária por cada um de nós, não há necessidade de adaptação pois já conhecemos muito bem as suas leis, que então deixam de ser leis e passam a ser chamadas de cultura, essa cultuta pode variar conforme o espaço.
Nos vídeos a seguir, é possível identificar o caminho que a comunicação tomou com o passar do tempo:

Propaganda da Esso (década de 50)



Propaganda do açúcar União (década de 50)



Nos vídeos torna-se explícito que, na década de 50 as propagandas eram muito diferentes daquelas que conhecemos hoje: possuiam estrutura simples, se em desenhos, desenhos simbólicos, se com pessoas, em pequena quantidade, visavam mais o produto do que o cliente, havia necessidade de um narrador pois os personagens raramente tinham voz ativam entre outras características que podem ser observadas.
O fato é que, a forma como falamos influencia e muito a opinião dos nossos públicos/clientes, as propagandas da década de 50 tinham essa estrutura pois era justamente essa que influeciava os públicos da época e é totalmente compreensível que não mais influencia os públicos hoje. Hoje, em qualquer atividade comunicacional o nosso foco tem que ser os clientes, não somente o produto como é o caso de estilos propagandísticos vistos no vídeo. Temos que concordar que antigamente as empresas tinham seu foco nelas mesmas, atualmente isto não é mais correto e nem possível, uma organização que entende as necessidades dos seus públicos tem resultados muito mais significantes.

Por: Diene Guedes.