Mostrando postagens com marcador modelos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador modelos. Mostrar todas as postagens

Comunicação Integrada

sexta-feira, 1 de maio de 2009
Para os estudantes e profissionais da comunicação, algo que sempre ouvimos falar é de comunicação integrada, presente tanto no campo prático como no teórico, mas afinal, o que significa comunicação integrada? gostaria de esclarecer este conceito.
De acordo com Margarida Kunsh, comunicação integrada nada mais é que a interação de diversas áreas da comunicação de acordo com a sua modalidade, cada qual com a sua função, trabalhando em favor de um objetivo comum, pode ser melhor entendida na imagem a seguir:



A comunicação integrada pode ser dividida em quatro modalidades: Comunicação Administrativa, Comunicação Interna (no esquema acima está junto com Comunicação Administrativa, porém são bem diferentes um do outro), Comunicação Mercadológica e Comunicação Institucional.

Este conceito também foi muito bem colocado pelo blog IFD:

"Comunicação Integrada consiste no conjunto articulado de esforços, ações, estratégias e produtos de comunicação, planejados e desenvolvidos por uma empresa ou entidade, com o objetivo de agregar valor à sua marca ou de consolidar a sua imagem junto a públicos específicos ou à sociedade como um todo."

Li uma coisa muito interessante no blog IFD e infelismente, tenho que concordar. Em algumas empresas estes modelos e departamentos começam a competir entre si. Alguns departamentos acham-se "donos" do seu modelo integrado por exemplo, e uma reunião conjunta de discussão de idéias torna-se improdutivo e em alguns casos até impossível. Isto não é nada mais que falta de compreensão sobre os objetivos da empresa.

A Comunicação Integrada pressupõe não apenas um diálogo produtivo, mas um planejamento conjunto(...)

(...) A utilização das novas tecnologias, a presença na Web, as formas múltiplas de relacionamento com os públicos (SAC, Marketing de Relacionamento, CRM, Webmarketing etc ) devem integrar este composto maior de Comunicação, porque a experiência revela que, quando todos gritam juntos, o som fica mais forte e, sobretudo, que, quando todos combinam e ensaiam o grito, ninguém desafina.

(Blog IDF)

Assim, uma comunicação integrada é realmente efcicaz se todos entenderem sua real parte no processo e entenderem também, os reais objetivos da organização. Somente dessa forma a comunicação pode ser vista como excelente.

Modelo de Interação Comunicacional Dialógica

quinta-feira, 30 de abril de 2009
O Canal Comunicacional tem por objetivo interagir com os leitores, mas também explicar alguns modelos da comunicação organizacional. Nada melhor, então, do que começar explicando o Modelo de Interação Comunicacional Dialógica, construído a partir da década de 70, baseado na idéia de dialogicidade no processo comunicacional surgido com o pensamento do autor latino-americano Pasquali (1973).
Vamos levar em consideração a concepção de que toda organização tem a necessidade de se relacionar de forma intencional e estruturada com a sociedade, transmitindo algum tipo de informação e se reconhecendo como parte de um processo de interlocução com os atores sociais como agentes comunicativos. Bom, a idéia constituída por Pasquali era que existe uma simetria entre emissor (organização) e receptor (atores sociais). Mas que tipo de simetria seria essa?
Passemos então para Grunig e seu Modelo Simétrico de Mão Dupla. Grunig mostra que neste modelo o emissor transmite uma mensagem que é compreendida pelo receptor, voltando através de uma nova mensagem ao emissor como um feedback daquilo que foi falado.
Compreendido este Modelo criado por Grunig, passamos a compreender um pouco mais a essência da Comunicação Dialógica.
Entendendo a organização como um dos interlocutores entre os atores sociais, o modelo volta-se especialmente para a autonomia do receptor, introduzindo o componente do espaço comum. (OLIVEIRA, IVONE e DE PAULA, MARIA APARECIDA, 2008, p.26-27)
Com a criação do espaço comum é aberto um espaço para compartilhamento de informações e interesses, indo além da, até então usado, paradigma informacional que acreditava em papéis fixos de emissão e recepção sem necessariamente haver uma troca de informação e idéias. Isso acaba por criar um objetivo comum, baseado no processo de troca.
[...] Para tornar comum um pensamento comum, os envolvidos inevitavelmente têm de estar em relação. Estar em relação implica a emergência de uma superfície comum de troca, ou uma zona de encontro de percepções dos emissores e receptores. (DUARTE, 2003, p.46)
As individualidades da organização e dos atores sociais continuam, mesmo permitindo esse mútuo entendimento. E, como podemos observar na figura que ilustra o post, a capacidade de argumentação e de negociação de cada grupo interfere na ampliação ou restrição do espaço comum. Mas, atentem-se! O fato de haver um entendimento comum não quer dizer que, necessariamente, haja uma total concordância com os enunciados envolvidos na troca.
Resumindo: O Modelo de Interação Comunicacional Dialógica valoriza a comunicação baseada na argumentação e na partilha de informações, interesses e no debate de aspectos e decisões que afetam os atores e a organização envolvidos.

Por: Louise Rosa Archanjo